terça-feira, 26 de novembro de 2013

Partida filosófica, disputa de paternidade, Ajax e Barça...

Ajax 2-1 Barcelona – Champions League:
 Como simbolizar Ajax e Barça em uma só figura? Cruyff

Ajax e Barça pareciam não jogar por pontos, não jogar pela principal competição europeia. Jogavam pela posse de um estilo, que nasce da relação entre os dois, simbolizado por Cruyff. Em jogo estava a paternidade da criança. Claro que tudo isso é licença poética, mas que ambos não abrem mão de seus estilos isso é fato. A disputa era filosófica.

As duas equipes atuam no 4-3-3, que se transforma no 4-1-4-1 defensivamente. Linhas de quatro homens atrás, um cabeça de área, dois meias organizadores, dois pontas e uma referência no ataque. Mas interessante observar que os esquema táticos, por serem iguais, não se encaixam. E o que fez o Ajax? Adiantou Klaassen, girando seu triangulo de meio de campo, assim o meio-campista pegava Song, o mais recuado dos três barcelonistas. Serero e Blind, que agora formava a base baixa do triangulo vigiavam Xavi e Iniesta.

Natural pensar que isso pudesse acontecer, é uma questão de imposição técnica. Quase que um “os incomodados que se mudem”. Mas o que se viu não foi isso! Impressionante a superioridade que os holandeses impuseram ao poderoso Barça, desfalcado é verdade. E o primeiro tempo quase perfeito do Ajax, de muita pressão no campo ofensivo, foi premiado com o placar de 2 a 0. Primeiro com Serero em cruzamento de van Rhijn, lembra da rotação do triangulo? Xavi ficou responsável por ele, mas não o acompanhou dentro da área, foi fatal. E depois com Hoesen, que arrematou rebote do goleiro Pinto em chute de Fischer.

Logo no início da segunda etapa, o lateral van Rhijn atrasou mal a bola para a defesa, Neymar chegou na frente e o zagueiro Veltman foi obrigado a fazer a falta. Falta que vi fora da área, mas não o juiz, Xavi converteu. E que ainda teve o zagueiro expulso! Mesmo com um homem a mais durante quase metade do jogo, Barça não conseguiu reverter o placar, e o Ajax se defendeu bem. Gostaria de destacar no time holandês a participação de Klaassen que fez a variação no meio de campo, que citei antes, e que com a expulsão do zagueiro acabou por mudar de novo de posicionamento para ocupar a direita da segunda linha do 4-4-1 que se formou. E também Schone, o ponta deu um chute com muito efeito na primeira etapa, quase um golaço!

Felipe Xavier Pelin, gosta desse negócio chamado Futebol...
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